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A história documentada de Seixezelo remonta à Idade Média, quando surge identificada como Santa Marinha de Seixezelo em fontes régias e eclesiásticas, nomeadamente nas Inquirições de D. Dinis e nas Constituições Sinodais. Estes registos confirmam a antiguidade da comunidade enquanto unidade paroquial‑administrativa e a sua inserção inicial em estruturas regionais como o antigo Couto de Pedroso e, posteriormente, territórios ligados a Avintes. Esta continuidade histórica está também refletida no seu topónimo: a designação “Seixezelo” é frequentemente associada à palavra seiça (salgueiro), sugerindo o significado de “pequeno salgueiral”, interpretação coerente com a paisagem ribeirinha marcada pelo rio Febros.

Ao longo dos séculos, a freguesia manteve uma identidade própria, enraizada na vida comunitária, na matriz paroquial e nos seus lugares tradicionais. Contudo, no século XXI, Seixezelo viria a atravessar uma das fases mais marcantes da sua história recente: a agregação administrativa de 2013. Esta reorganização nacional, definida pela Lei n.º 11‑A/2013, de 28 de janeiro, integrou Seixezelo na então criada União das Freguesias de Pedroso e Seixezelo. A medida teve impacto direto na gestão local e na representação autárquica, originando debate público e sentimento comunitário muito expressivo.

Esse sentimento ficou claro a 1 de dezembro de 2022, quando uma consulta pública local registou 85,6% de votos a favor da desagregação, traduzindo a vontade firme de recuperar a autonomia da freguesia. O processo culminou em 2025, com a publicação da Lei n.º 25‑A/2025, de 13 de março, que determinou a reposição de diversas freguesias anteriormente agregadas, entre elas Seixezelo. A execução prática deste restabelecimento envolveu atos administrativos formais, incluindo a aprovação dos mapas finais de transferência de bens, direitos, obrigações e trabalhadores, consagrados na Deliberação (extrato) n.º 1203/2025, publicada em Diário da República a 22 de setembro de 2025.

Com este processo concluído, Seixezelo recuperou a sua personalidade autárquica plena, retomando a gestão de proximidade que caracteriza as comunidades de escala humana. A reposição administrativa não representou apenas um retorno ao modelo anterior: significou a reafirmação da identidade histórica da freguesia, o reforço da autonomia local e a capacidade renovada de cuidar do seu património — natural, cultural e comunitário — construído ao longo de séculos.

Fontes públicas e documentação legal disponível